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Viajar na época natalícia: boa ideia ou má opção?
Atualizado pela última vez 8 de dezembro de 2025
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Natal faz aumentar o tráfego nos aeroportos portugueses e, consequentemente, perturbações nos voos tornam-se mais comuns.
Lisboa, 8 de dezembro de 2025 – O Natal é uma época muito atrativa para viajar com muitos portugueses a aproveitar esta altura para conhecer os cada vez mais famosos Mercados de Natal da Europa, em família. Assim, é natural que o tráfego nos aeroportos aumente e, consequentemente, os atrasos ou cancelamentos de voos se tornem mais comuns. Por este motivo, a AirHelp, empresa mundial líder em tecnologia de compensação de passageiros aéreos, analisou os incidentes ocorridos durante o mês de Dezembro de 2023 e 2024 para fornecer informações sobre o que os passageiros podem esperar se estiverem a planear viajar de avião nesta época festiva.
Durante o Natal de 2023, foram registados perto de 2,4 milhões de passageiros a partir de um dos aeroportos de Portugal, com 31% dos passageiros a sofrer alguma perturbação no seu voo e, destes, mais de 25 mil elegíveis para compensação. Já em 2024, estes valores decresceram: foram registados perto de 2,3 milhões de passageiros a partir de um aeroporto nacional a sofrer alguma perturbação no seu voo e, destes, mais de 25 mil elegíveis para compensação.
Neste mês, a companhia aérea que registou um maior número de passageiros foi a TAP Air Portugal (817 mil passageiros em 2023 e 778 mil passageiros em 2024), seguida da Ryanair – com 408 mil passageiros em 2023 e 410 mil passageiros em 2024. Já nos aeroportos, destaque para o Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, que registou o maior número de passageiros, com mais de um milhão de passageiros a partir deste aeroporto (tanto em 2023 como em 2024). Naturalmente, a nacionalidade da maior parte dos passageiros que partiram de Portugal, em ambos os anos, é portuguesa, seguindo-se as nacionalidades britânica e francesa.
Assim, é de esperar que se registe um natural aumento de viagens na época natalícia de 2025, de passageiros aéreos nos aeroportos portugueses e, consequentemente, de perturbações nos voos. Por isso, a AirHelp dá alguns conselhos para que a viagem possa acontecer da forma mais tranquila possível:
O dia da semana em que o voo está programado pode ter influência no decorrer do voo: as segundas-feiras são consideradas um dos piores dias para voar, uma vez que as companhias aéreas tendem a registar uma maior taxa de cancelamentos em comparação com outros dias. Por conseguinte, as terças e quartas-feiras são geralmente os melhores dias para voar, pois existe menos procura e, consequentemente menos tráfego nos aeroportos.
Os voos devem acontecer logo pela manhã, porque, à medida que o dia avança, regista-se um efeito ‘bola de neve’ que acumula os incidentes do dia. Por esta razão, os especialistas aconselham evitar os voos ao fim da tarde.
Outro fator que pode ajudar os passageiros aéreos a chegar ao seu destino sem incidentes é a escolha de voos diretos. Os voos com escalas são mais propensos a atrasos ou perda de ligações.
Direitos dos Passageiros Aéreos segundo o Regulamento CE 261/2004
O Regulamento CE 261/2004, que regula os voos na União Europeia, protege todos os passageiros aéreos desde que tenham um bilhete emitido pela companhia aérea.
Assim, quando um voo é cancelado ou é recusado o embarque a um passageiro, as companhias aéreas devem oferecer possibilidade de continuar o seu voo, através de voos de reencaminhamento. O passageiro pode decidir recusar este reencaminhamento e pedir o reembolso total do bilhete. Além disso, se o passageiro tiver incorrido em despesas adicionais durante este processo, pode pedir à companhia aérea que as reembolse. O Regulamento CE 261/2004 estabelece que os passageiros têm direito a uma indemnização até 600 euros em caso de atrasos superiores a três horas à chegada ao destino, de cancelamentos sem aviso prévio e de overbooking. Esta compensação financeira pode ser reclamada retroativamente até três anos após o voo.
A companhia aérea pode isentar-se desta obrigação em caso de condições meteorológicas adversas que impeçam a operação normal do voo ou de emergências médicas, por exemplo, mas em caso de greves ou perturbações causadas pelo pessoal da companhia aérea, os passageiros têm o direito de apresentar os seus pedidos de indemnização.
Para fazer valer os seus direitos, a AirHelp recomenda que os passageiros recolham e guardem todas as comunicações da companhia aérea e toda a documentação relacionada com o voo, como o cartão de embarque e outros documentos de viagem, os recibos de quaisquer artigos que tenham tido de comprar devido ao atraso ou cancelamento do voo e anotem a hora de chegada ao destino.
Aceda aqui ao Guia dos Direitos dos Passageiros Aéreos publicado pela AirHelp para conhecer os seus direitos e as situações em que poderá solicitar uma compensação.
Sobre a AirHelp
A AirHelp é uma empresa tecnológica de viagens que trabalha para melhorar a experiência dos passageiros aéreos durante uma interrupção do seu voo. Desde 2013, já indemnizou três milhões de passageiros com atrasos ou cancelamentos de voos; 12 milhões de passageiros protegem os seus voos com a AirHelp+, e outros milhões beneficiam das informações especializadas disponíveis gratuitamente no site da AirHelp. A AirHelp acaba também de lançar a sua nova aplicação, que oferece acompanhamento de voos em tempo real, alertas de interrupções e opções para proteção adicional.
Como defensora dos direitos dos passageiros aéreos, a AirHelp está empenhada em cuidar do planeta e investir num futuro mais verde, plantando uma árvore por cada 100 interrupções de voos, sendo que, até agora, já foram plantadas mais de 183,988 árvores.
Com uma IA inovadora que trabalha nos bastidores e uma equipa especializada de mais de 400 AirHelpers, a AirHelp facilita a qualquer pessoa, que viaje na UE e fora dela, a reclamação de até 600 euros por atrasos e cancelamentos de voos.
Mais informações sobre AirHelp em: www.airhelp.com/pt-pt/.