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- 2025: Portugal ocupa o último lugar na Europa em termos de pontualidade dos voos. Países escandinavos ocupam os primeiros lugares.
2025: Portugal ocupa o último lugar na Europa em termos de pontualidade dos voos. Países escandinavos ocupam os primeiros lugares.

Na Europa, mais de 240 milhões de passageiros sofreram perturbações nos voos e mais de nove milhões tiveram direito a uma compensação financeira por esse motivo.
Em Portugal, aproximadamente 36% dos voos sofreu algum tipo de perturbação, afetando 11,6 milhões de passageiros e fazendo com que mais de 434 mil passageiros esteja apto para pedido de compensação.
O Reino Unido foi o país que registou mais passageiros aéreos: perto de 142 milhões partiram de um dos aeroportos do país e apenas 26% sofreu alguma perturbação no seu voo.
Noruega, Suécia e Estónia são os países com menos perturbações nos seus voos. Em contrapartida, França, Grécia e Portugal são os países com mais perturbações. Portugal está no fim da lista.
Lisboa, 08 de janeiro de 2026 – Início de novo ano representa um habitual balanço do tráfego aéreo na Europa e, especialmente, em Portugal. A AirHelp, empresa líder mundial em tecnologia de compensação de passageiros aéreos, analisou os dados de voos do último ano e elaborou um relatório sobre a pontualidade das viagens na Europa e em Portugal. Neste relatório, pode ler-se que, em 2025, quase 936 milhões de passageiros passaram pelos aeroportos europeus; perto de 26% viu o seu voo atrasado ou cancelado e quase 11 milhões puderam reclamar uma indemnização financeira ao abrigo do Regulamento CE 261/2004, que regula os voos com partida da UE.
Portugal: o pior país da Europa no que toca a perturbações dos voos
De acordo com a análise realizada pela AirHelp, dos países europeus com maior tráfego aéreo, Portugal foi o que apresentou uma maior taxa de voos com perturbação, estando mesmo em último lugar na tabela. Só em 2025, quase 81 mil voos (num total de 227 mil voos) sofreram algum tipo de perturbação – cancelamento ou atraso – afetando mais de 11,6 milhões de passageiros, ou seja, aproximadamente 36% dos quase 33 milhões que viajaram a partir de Portugal. Tendo em conta estes números, mais de 434 mil passageiros tornaram-se elegíveis na obtenção de compensações, no âmbito do Regulamento CE 261/2004.
Ano | Voos de partida | Voos com perturbações | % | Passageiros de partida | Passageiros com perturbações | % |
|---|---|---|---|---|---|---|
2022 | 202 000 | 65 000 | 32% | 27 700 000 | 9 302 000 | 34% |
2023 | 227 000 | 79 000 | 35% | 32 700 000 | 11 527 000 | 35% |
2024 | 230 000 | 78 000 | 34% | 32 800 000 | 11 141 000 | 34% |
2025 | 227 000 | 81 000 | 36% | 32 500 000 | 11 562 000 | 36% |
Portugal lidera assim a lista dos países com a maior taxa de passageiros afetados por atrasos e cancelamentos durante 2025, uma posição anteriormente ocupada pela Grécia.
No que toca às principais rotas em 2025, Madrid foi o destino preferencial de quem partiu de Lisboa com 893 mil passageiros aéreos (dos quais 40% sofreu alguma perturbação no seu voo); Paris o segundo destino de quem partiu de Lisboa com registo de 715 mil passageiros aéreos (sendo que 39% sofreu alguma perturbação); e, por fim, a Lisboa-Barcelona foi a terceira rota mais efetuada no ano 2025 com 591 mil passageiros aéreos (e 41% a sofrer alguma perturbação).
No que diz respeito a partidas dos aeroportos portugueses, o Aeroporto de Lisboa foi aquele que registou mais passageiros: mais de 16 milhões de passageiros partiram do aeroporto da capital portuguesa e destes 44% sofreu algum tipo de perturbação no seu voo. O Aeroporto do Porto registou mais de sete milhões de passageiros aéreos, com cerca 28% destes a sofrer alguma perturbação no seu voo; em terceiro lugar, o Aeroporto de Faro registou mais de quatro milhões e meio de passageiros aéreos, com cerca de 21% a sentir alguma dificuldade no seu voo. Faro é, ainda, o que arrecada o título de aeroporto mais pontual de Portugal em 2025, com 79% dos passageiros a descolarem conforme o previsto.
Por outro lado, como esperado, foram os meses de verão – julho e agosto – que registraram mais interrupções de voos e alto tráfego aéreo. A título de curiosidade, foi no dia 13 de julho de 2025 (domingo) que se registou um maior número de passageiros aéreos nos aeroportos nacionais: 113 mil passageiros partiram de um dos aeroportos de Portugal. Os meses mais calmos – tanto em número de passageiros como em perturbações – foram os meses de janeiro e fevereiro.
Panorama europeu
A Grécia ocupa o segundo lugar na lista dos países com maior taxa de perturbações: mais de 36,5 milhões de passageiros passaram por este país europeu e 33% sofreram algum tipo de perturbação no seu voo. Segue-se a França, que registou mais de 90 milhões de passageiros aéreos, sendo que 30% destes sofreu algum tipo de perturbação no seu voo. Ambos os países registaram uma melhoria na sua taxa de perturbações em comparação com o ano anterior (2024).
Do lado contrário, destacam-se a Noruega, Suécia e Estónia pelo bom desempenho dos seus aeroportos: 85% dos 29,9 milhões e meio de passageiros que apanharam um voo na Noruega chegaram ao seu destino a tempo; dos mais de 17 milhões de passageiros que voaram a partir de aeroportos suecos, 84% partiram a tempo; o mesmo aconteceu com 82% dos mais de 1,7 milhões de passageiros que iniciaram a sua viagem na Estónia.
O Reino Unido é o país europeu com mais passageiros registados – perto de 142 milhões em 2025 – com 26% destes a sofrer uma perturbação no seu voo. Em segundo lugar, encontramos o país vizinho, Espanha, que registou perto de 140 milhões de passageiros, sendo que 25% sofreu alguma perturbação no seu voo. Já o terceiro país com mais passageiros registados foi a Alemanha com mais de 106 milhões de passageiros aéreos e 26% a sofrer alguma perturbação. O top cinco é finalizado com a presença da Itália (em quatro lugar) que registou mais de 102 milhões de passageiros aéreos (e 27% com alguma perturbação) e da França (em quinto lugar) com 90 milhões de passageiros (e 30% a sofrer alguma perturbação).
“Infelizmente, o ano de 2025 não foi um ano globalmente positivo para os passageiros que partiram dos aeroportos portugueses.De facto, ainda que tenhamos assistido a uma diminuição dos cancelamentos, registou-se um aumento nos atrasos em comparação com o ano anterior. Isto traduziu-se, em termos globais, numa diminuição geral na performance na pontualidade, com um aumento dos voos e dos passageiros que sofreram perturbações, quer em termos nominais, quer em termos percentuais, quando comparado com anos anteriores. Assistimos, então, a uma inversão da tendência de diminuição dos números e das percentagens de voos e passageiros afetados por perturbações que se registaram no ano anterior.
Entendemos que a escassez de profissionais qualificados foi ainda foi um problema que dificultou as operações de voo um pouco por toda a Europa, à semelhança do que sucede noutros setores ligados ao turismo. A isto somam-se as greves de funcionários, que causam perturbações adicionais em diversos aeroportos e companhias aéreas.
Continuamos, pois, a incentivar todos os passageiros a informarem-se sobre os seus direitos, bem como a verificarem se são elegíveis ou não a receber alguma compensação devido a atrasos e cancelamentos que ocorram em 2026.”, remata Pedro Miguel Madaleno, advogado especialista em direitos dos passageiros aéreos e representante da AirHelp em Portugal.
Direitos dos Passageiros Aéreos segundo o Regulamento CE 261/2004
O Regulamento CE 261/2004, que regula os voos na União Europeia, protege todos os passageiros aéreos desde que tenham um bilhete emitido pela companhia aérea.
Assim, quando um voo é cancelado ou é recusado o embarque a um passageiro, as companhias aéreas devem oferecer possibilidade de continuar o seu voo, através de voos de reencaminhamento. O passageiro pode decidir recusar este reencaminhamento e pedir o reembolso total do bilhete. Além disso, se o passageiro tiver incorrido em despesas adicionais durante este processo, pode pedir à companhia aérea que as reembolse. O Regulamento CE 261/2004 estabelece que os passageiros têm direito a uma indemnização até 600 euros em caso de atrasos superiores a três horas à chegada ao destino, de cancelamentos notificados menos de 14 dias antes da partida e de overbooking. Esta compensação financeira pode ser reclamada retroativamente até três anos após o voo.
A companhia aérea pode isentar-se desta obrigação em caso de condições meteorológicas adversas que impeçam a operação normal do voo ou de emergências médicas, por exemplo, mas em caso de greves ou perturbações causadas pelo pessoal da companhia aérea, os passageiros têm direito a uma compensação.
Para fazer valer os seus direitos, a AirHelp recomenda que os passageiros recolham e guardem todas as comunicações da companhia aérea e toda a documentação relacionada com o voo, como o cartão de embarque e outros documentos de viagem, os recibos de quaisquer artigos que tenham tido de comprar devido ao atraso ou cancelamento do voo e anotem a hora de chegada ao destino.
Aceda aqui ao Guia dos Direitos dos Passageiros Aéreos publicado pela AirHelp para conhecer os seus direitos e as situações em que poderá solicitar uma compensação.
Petição para salvar os direitos dos passageiros
A UE está a tentar reduzir os direitos dos passageiros de forma tão drástica que mais de 60% dos pedidos de indemnização por atraso deixarão de ser elegíveis. Isto significará mais atrasos, menos indemnizações e nenhuma responsabilidade. Para ler e assinar a petição, que já conta com mais de 84 mil assinaturas, aceda aqui.
Sobre a AirHelp
A AirHelp é uma empresa tecnológica de viagens que trabalha para melhorar a experiência dos passageiros aéreos durante uma interrupção do seu voo. Desde 2013, já indemnizou três milhões de passageiros com atrasos ou cancelamentos de voos; 12 milhões de passageiros protegem os seus voos com a AirHelp+, e outros milhões beneficiam das informações especializadas disponíveis gratuitamente no site da AirHelp. A AirHelp acaba também de lançar a sua nova aplicação, que oferece acompanhamento de voos em tempo real, alertas de interrupções e opções para proteção adicional.
Como defensora dos direitos dos passageiros aéreos, a AirHelp está empenhada em cuidar do planeta e investir num futuro mais verde, plantando uma árvore por cada 100 interrupções de voos, sendo que, até agora, já foram plantadas mais de 183,988 árvores.
Com uma IA inovadora que trabalha nos bastidores e uma equipa especializada de mais de 400 AirHelpers, a AirHelp facilita a qualquer pessoa, que viaje na UE e fora dela, a reclamação de até 600 euros por atrasos e cancelamentos de voos.
Mais informações em: https://www.airhelp.com/pt-pt/