1. Imprensa
  2. Lisboa entre os 30 aeroportos do mundo com maior risco de perder ligações aéreas

Lisboa entre os 30 aeroportos do mundo com maior risco de perder ligações aéreas

Por AirHelp
Atualizado pela última vez 27 de maio de 2026
Lisboa entre os 30 aeroportos do mundo com maior risco de perder ligações aéreas
  • Uma análise da AirHelp alerta para o facto de os tempos oficialmente recomendados nem sempre serem suficientes nos grandes hubs internacionais, especialmente em períodos de elevada procura.

Lisboa, 27 de maio de 2026 – Perder um voo de ligação nem sempre depende de chegar tarde ao aeroporto. Em muitos casos, milhares de passageiros enfrentam ligações demasiado ajustadas em grandes infraestruturas aeroportuárias, onde atrasos, controlos, mudanças de terminal ou saturação operativa podem transformar uma escala aparentemente viável numa corrida contra o relógio.

De acordo com uma nova análise da AirHelp, empresa líder mundial em tecnologia de compensação de passageiros aéreos, sobre ligações perdidas e tempos mínimos recomendados, o Aeroporto Humberto Delgado de Lisboa é o aeroporto português com maior risco de perda de ligação, ocupando a posição 26 do ranking mundial com uma pontuação de 4,64 — entre os 30 aeroportos com pior desempenho a nível internacional, num estudo que abrangeu 196 aeroportos.

Aeroportos portugueses no mapa de risco

Para além de Lisboa, o estudo identificou outros aeroportos portugueses com desempenho relevante. O Aeroporto João Paulo II (Açores) e o Aeroporto das Lajes (Terceira), surgem empatados na posição 44 do ranking, ambos com uma pontuação de 5,10, estando, assim, em território de risco moderado.

Já o Aeroporto do Porto apresenta um desempenho significativamente mais seguro, posicionando-se na 87ª posição mundial com uma pontuação de 6,21. Com tempos recomendados de 35 minutos para voos domésticos e 70 minutos para internacionais, o Porto destaca-se como uma alternativa de escala mais fiável do que Lisboa para passageiros em trânsito.

Entre os aeroportos portugueses com melhor desempenho encontram-se, também, o Aeroporto da Madeira (posição 138, pontuação 7,49), o Aeroporto de Faro (posição 148, pontuação 7,77) e o Aeroporto do Pico (posição 146, pontuação 7,72).

Grandes hubs, maior pressão logística

A análise identifica os grandes aeroportos internacionais como potenciais ‘buracos negros logísticos’, especialmente quando concentram um elevado volume de passageiros, vários terminais, controlos adicionais ou tráfego internacional intenso. Esta informação justifica, assim, que Lisboa, enquanto hub de referência da TAP e porta de entrada entre a Europa, o Atlântico e o Brasil, seja particularmente suscetível a estas pressões operativas nos períodos de pico. Tudo isto torna mais difícil a recuperação do tempo perdido, bem como estabelecer uma ligação quando ocorre uma interrupção

O estudo sugere que o problema não reside apenas nos tempos teóricos de escala, mas em fatores como a dimensão do aeroporto, a distância entre as portas de embarque, a fluidez nos controlos de segurança e a saturação sazonal.

“Muitos passageiros assumem que, se uma ligação aparece disponível no sistema de reserva, será fácil de realizar, mas a realidade operativa demonstra que nem sempre é assim, especialmente em aeroportos de grande dimensão. É, assim, importante que os passageiros saibam que estão protegidos contra a perda de ligações ao abrigo do Regulamento CE 261/2004: se perder a sua ligação por razões alheias à sua vontade, a companhia aérea é obrigada a fornecer-lhe um novo voo para o seu destino, podendo ter direito a uma indemnização de até 600€, caso chegue com mais de três horas de atraso ao seu destino”, refere Pedro Miguel Madaleno, advogado especialista em direitos dos passageiros aéreos e representante da AirHelp em Portugal.

Recomendações para os passageiros

Face a este cenário, a AirHelp recomenda:

  • Evitar escalas demasiado curtas nos grandes aeroportos, nomeadamente em Lisboa

  • Adicionar margem extra em época alta (verão, Natal, Páscoa, feriados nacionais)

  • Consultar a pontualidade histórica do aeroporto e da companhia aérea antes de reservar

  • Privilegiar ligações com maior margem de tempo, mesmo que o percurso total seja mais longo

Direitos dos Passageiros Aéreos segundo o Regulamento CE 261/2004

O Regulamento CE 261/2004, que regula os voos na União Europeia, protege todos os passageiros aéreos desde que tenham um bilhete emitido pela companhia aérea.

Assim, quando um voo é cancelado ou é recusado o embarque a um passageiro, as companhias aéreas devem oferecer possibilidade de continuar o seu voo, através de voos de reencaminhamento. O passageiro pode decidir recusar este reencaminhamento e pedir o reembolso total do bilhete. Além disso, se o passageiro tiver incorrido em despesas adicionais durante este processo, pode pedir à companhia aérea que as reembolse. O Regulamento CE 261/2004 estabelece que os passageiros têm direito a uma indemnização até 600 euros em caso de atrasos superiores a três horas à chegada ao destino, de cancelamentos notificados menos de 14 dias antes da partida e de overbooking. Esta compensação financeira pode ser reclamada retroativamente até três anos após o voo.

A companhia aérea pode isentar-se desta obrigação em caso de condições meteorológicas adversas que impeçam a operação normal do voo ou de emergências médicas, por exemplo, mas em caso de greves ou perturbações causadas pelo pessoal da companhia aérea, os passageiros têm direito a uma compensação.

Para fazer valer os seus direitos, a AirHelp recomenda que os passageiros recolham e guardem todas as comunicações da companhia aérea e toda a documentação relacionada com o voo, como o cartão de embarque e outros documentos de viagem, os recibos de quaisquer artigos que tenham tido de comprar devido ao atraso ou cancelamento do voo e anotem a hora de chegada ao destino.

Petição para salvar os Direitos dos Passageiros Aéreos.

A AirHelp alerta que a União Europeia está a tentar reduzir os direitos dos passageiros de forma tão drástica que mais de 60% dos pedidos de indemnização por atraso deixarão de ser elegíveis, o que significaria menos proteção para os viajantes em caso de interrupções nos seus voos. Neste sentido, os passageiros aéreos podem ler a assinar uma petição, que conta já com 86 mil assinaturas, para tentar reverter esta situação.

Sobre a AirHelp:

A AirHelp é uma empresa tecnológica de viagens que trabalha para melhorar a experiência dos passageiros aéreos durante uma interrupção do seu voo. Desde 2013, já indemnizou mais de três milhões de passageiros cujos voos sofreram atrasos ou cancelamentos; 12 milhões de passageiros protegem os seus voos com a AirHelp+, e outros milhões beneficiam das informações especializadas disponíveis gratuitamente no site da AirHelp. A AirHelp dispõe, também, de uma aplicação gratuita, que oferece acompanhamento de voos em tempo real, alertas de interrupções e opções para proteção adicional e está prestes a ultrapassar um milhão de downloads no seu primeiro ano. Como defensora dos direitos dos passageiros aéreos, a AirHelp está empenhada em cuidar do planeta e investir num futuro mais verde, plantando uma árvore por cada 100 interrupções de voos, sendo que, até agora, já foram plantadas mais de 200.000 árvores. Com uma IA inovadora que trabalha nos bastidores e uma equipa especializada de mais de 400 AirHelpers, a AirHelp facilita a qualquer pessoa, que viaje na UE e fora dela, a reclamação de até 600 euros por atrasos e cancelamentos de voos. Mais informações em: https://www.airhelp.pt

Para mais informações, contactar: [email protected]

Partilhe com os seus amigos!